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Consórcio de trator e máquinas agrícolas

Consórcio de trator, colheitadeira, plantadeira e implementos agrícolas sem juros, para produtor rural. Veja exemplos de parcela e simule.

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  • Sem juros
  • Simulação grátis
  • Atendimento humano

Para o produtor rural, o consórcio de trator e máquinas agrícolas é uma forma de renovar o maquinário sem juros e sem depender de linha de crédito com prazo apertado. Dá para planejar a compra para a safra seguinte.

Exemplo: carta de R$ 350.000R$ 3.442/mêsem 120 meses, sem juros

O que é consórcio na agricultura e para quem ele serve

O consórcio na agricultura é um grupo de produtores e empresas que juntam parcelas mensais para formar um fundo comum. Todo mês, parte do grupo é contemplada por sorteio ou lance e recebe uma carta de crédito para comprar trator, colheitadeira, plantadeira ou implemento à vista. Não há juros: o custo é a taxa de administração, o fundo de reserva e o seguro, quando existe.

O consórcio de trator compensa mais para quem consegue planejar a compra com uma ou duas safras de antecedência. Ele serve bem para três perfis:

  • Produtor que vai renovar a frota e sabe que o trator atual aguenta mais duas temporadas.
  • Agricultor familiar ou médio produtor que não quer comprometer o limite de crédito rural com máquina e prefere guardar esse limite para custeio.
  • Prestador de serviço agrícola (quem faz plantio, colheita ou pulverização para terceiros) e quer crescer a frota aos poucos, cota por cota.

Se a máquina precisa entrar na lavoura no mês que vem, o consórcio sozinho não resolve, porque ninguém sabe quando sai a contemplação. Nesse caso, o caminho é o lance ou uma combinação com outra linha de crédito.

O que dá para comprar com a carta de máquinas agrícolas

A carta é de bens móveis, então cobre praticamente todo o maquinário do campo, novo ou usado, de qualquer marca:

  • Tratores: de 4x2 a 4x4, de pequeno a alto porte, inclusive micro trator para chácara, horta e pomar.
  • Colheita: colheitadeira de grãos, plataforma de milho e soja, colhedora de cana e de café.
  • Plantio e trato: plantadeira, semeadora, pulverizador autopropelido ou de arrasto, adubadora, distribuidor de calcário.
  • Implementos: grade, arado, subsolador, roçadeira, carreta agrícola, enleiradeira, enfardadeira.
  • Pecuária: vagão forrageiro, misturador de ração, ensiladeira, ordenhadeira.

Dá para comprar mais de um item na mesma carta, desde que as notas fiscais somem até o valor do crédito. Um exemplo comum: trator mais grade e carreta, numa compra só. Para trator com alguns anos de uso, veja as regras na página de consórcio de trator usado. Se o plano é comprar a terra, o caminho é outro: o consórcio de imóvel rural.

O que não dá para fazer com a carta

  • Pagar custeio da safra: semente, adubo, defensivo e diesel não são bens e ficam fora.
  • Comprar máquina sem nota fiscal ou sem documento que comprove a origem.
  • Comprar trator acima da idade máxima aceita pelo grupo. Essa idade muda de administradora para outra.
  • Receber o dinheiro na mão: o pagamento vai para o vendedor.

Documentação e avaliação da máquina

Na hora de usar a carta, a administradora analisa você e o bem. Para o produtor, costuma pedir:

  • CPF ou CNPJ, documento com foto e comprovante de endereço;
  • comprovação de renda da atividade rural: notas de produtor, declaração de imposto de renda, inscrição estadual de produtor;
  • em alguns casos, CAR e CCIR do imóvel onde a máquina vai trabalhar, para comprovar a atividade.

Para a máquina, a administradora pede nota fiscal ou proposta do vendedor e, no caso de trator usado, avaliação ou laudo com número de série, ano e horas trabalhadas. A máquina fica alienada ao grupo até o fim das parcelas, como garantia. Isso não impede o uso: você trabalha com ela normalmente.

Como a carta é paga

  1. Você é contemplado e escolhe a máquina na concessionária ou com um vendedor particular.
  2. O vendedor emite a nota fiscal ou o documento de venda.
  3. A administradora aprova o crédito e a avaliação do bem.
  4. O pagamento é feito direto ao vendedor, à vista. Isso costuma dar poder de negociação de desconto.

Se a máquina custar menos que a carta, a sobra pode abater parcelas, conforme o contrato. Se custar mais, você completa a diferença com recurso próprio.

Consórcio de trator x crédito rural e Finame

O crédito rural (incluindo programas como Pronaf e Pronamp) e as linhas Finame do BNDES são as alternativas mais usadas pelo produtor. Elas liberam a máquina na hora e costumam ter juros menores que o crédito comum. A comparação justa é esta: o crédito rural compra tempo; o consórcio compra a máquina com custo menor, mas exige espera.

Veja uma conta de exemplo para um trator de R$ 350 mil. No consórcio, usamos as taxas do grupo de bens móveis (16% de administração e 2% de fundo de reserva, sem seguro e sem reajuste). No financiamento, a taxa é uma hipótese de 10% ao ano, com 8 parcelas anuais, para ilustrar.

ExemploConsórcio (120 meses)Crédito rural (hipótese 10% a.a., 8 anos)
ParcelaR$ 3.441,67 por mêsR$ 65.605 por ano
Custo totalR$ 413.000R$ 524.843
Quando recebe a máquinaNa contemplação (sorteio ou lance)Na aprovação

Nesse exemplo, a diferença é de mais de R$ 110 mil. Com uma linha subsidiada de juros mais baixos, a diferença cai, e pode até inverter. Por isso, faça a conta com a taxa real que o seu banco ofereceu, usando o comparador de consórcio e financiamento. Para entender o raciocínio completo, leia consórcio ou financiamento.

Estratégias de lance e prazo para o produtor

O ponto forte do produtor é saber quando o dinheiro entra. Use isso:

  • Lance na colheita: programe o lance para a assembleia logo depois da venda da safra.
  • Lance embutido: use parte da própria carta como lance, sem tirar tudo do caixa. Veja como funciona o lance embutido.
  • Prazo: 120 meses deixa a parcela leve; 100 meses reduz o tempo no grupo. O custo total, sem reajuste, é o mesmo.
  • Duas cotas menores: em vez de uma cota grande, duas cotas aumentam as chances no sorteio e podem comprar trator e implemento separados.

Para calcular quanto ofertar, use a página de lance no consórcio.

Como fazer um consórcio de trator: passo a passo

  1. Defina o valor da máquina que você quer, com implementos.
  2. Simule cartas e prazos no simulador.
  3. Compare taxa de administração, fundo de reserva, índice de reajuste e idade máxima aceita.
  4. Assine a adesão e pague a primeira parcela.
  5. Participe das assembleias e planeje o lance para o mês da colheita.

Cuidados antes de assinar

  • Leia a regra de reajuste da carta: ela acompanha um índice e muda a parcela uma vez por ano.
  • Confirme a idade máxima para trator usado, se essa for a sua ideia.
  • Desconfie de quem promete contemplação em data certa: no consórcio, isso não existe.
  • Se a compra for pela empresa, veja o guia de consórcio para empresa.

O Plano Carta atende pelo WhatsApp, em todo o Brasil, com atendimento humano, e compara grupos de várias administradoras para você escolher.

Exemplos de uso no campo

Alguns cenários ajudam a ver onde o consórcio de trator encaixa. Os valores são ilustrativos.

  • Produtor de grãos com trator de 15 anos: entra numa cota de R$ 350 mil sabendo que a máquina atual aguenta mais duas safras. Paga a parcela com a receita mensal e programa um lance com parte da venda da soja.
  • Cafeicultor de montanha: usa uma carta menor para um trator estreito e um pulverizador de arrasto, comprados juntos com a mesma carta.
  • Pecuarista de leite: compra vagão forrageiro e ensiladeira para reduzir o custo de mão de obra no trato do gado.
  • Prestador de serviço de plantio: mantém duas cotas em grupos diferentes. Quando uma é contemplada, a máquina nova já começa a pagar a parcela das duas.

Custos que vêm junto com a máquina

A parcela é só parte da conta. Antes de escolher o valor da carta, some o seguro da máquina, a revisão periódica na concessionária, pneus, filtros e o operador. Em trator usado, reserve um valor para manutenção logo no primeiro ano. Assim a compra não aperta o caixa justo na época do plantio, quando o dinheiro já está comprometido com insumos.

Também vale lembrar o reajuste: a carta acompanha um índice definido no contrato, e a parcela muda uma vez por ano. Isso protege o poder de compra da carta, porque o preço do trator também sobe com o tempo.

Quanto fica a parcela

Exemplos de parcela do consórcio de trator
Carta de crédito100 meses120 mesesTotal pago
R$ 150.000R$ 1.770R$ 1.475R$ 177.000
R$ 350.000R$ 4.130R$ 3.442R$ 413.000
R$ 700.000R$ 8.260R$ 6.883R$ 826.000

Exemplo ilustrativo: taxa de administração de 16% e fundo de reserva de 2% sobre a carta, divididos pelo prazo. Sem seguro e sem reajuste anual. As condições reais mudam de acordo com a administradora e o grupo.

Simule com o seu valor

Dúvidas sobre o consórcio de trator

Como fazer um consórcio de um trator?

Você escolhe o valor da carta igual ao preço da máquina, simula o prazo e assina a adesão. Depois paga as parcelas e participa das assembleias até ser contemplado por sorteio ou lance. Na contemplação, compra o trator à vista com a carta.

O que é consórcio na agricultura?

É um grupo de produtores que pagam parcelas mensais para formar um fundo comum e, a cada mês, alguns recebem uma carta de crédito para comprar máquinas. Não tem juros, só taxa de administração e fundo de reserva. Serve para trator, colheitadeira, plantadeira e implementos.

Como funciona o consórcio de trator?

Funciona com parcelas mensais sem juros e contemplação por sorteio ou lance. Quando é contemplado, você compra o trator à vista, novo ou usado, e a administradora paga direto ao vendedor. A máquina fica alienada ao grupo até o fim das parcelas.

Quanto fica a parcela de um consórcio de trator?

Como exemplo, uma carta de R$ 350 mil fica em cerca de R$ 4.130 por mês em 100 meses ou R$ 3.442 em 120 meses. A conta usa taxa de administração de 16% e fundo de reserva de 2%, sem seguro e sem reajuste. A taxa real muda de grupo para grupo.

Consórcio de trator vale a pena?

Vale para o produtor que planeja a compra com uma ou duas safras de antecedência. No exemplo desta página, o custo total ficou mais de R$ 110 mil abaixo de um crédito rural hipotético de 10% ao ano. Para necessidade imediata, o consórcio sozinho pode não bastar.

Consórcio de trator ou crédito rural: qual escolher?

Escolha o crédito rural se precisa da máquina agora e conseguiu uma taxa subsidiada baixa. Escolha o consórcio se pode esperar e quer pagar menos no total. Muitos produtores usam o crédito rural para custeio e o consórcio para renovar a frota.

Dá para comprar trator usado?

Dá, dentro da idade máxima aceita pelo grupo e com avaliação ou laudo da máquina. A regra muda de uma administradora para outra, e a nota ou documento de venda precisa comprovar a origem. A gente confere antes de você entrar.

Existe consórcio de micro trator?

Existe, com cartas menores dentro do mesmo grupo de bens móveis. O micro trator serve para chácara, horta, pomar e pequenas propriedades. Também dá para comprar os implementos dele na mesma carta, se as notas couberem no valor.

Produtor rural pessoa física pode participar?

Pode, no CPF ou no CNPJ. A análise de crédito considera a sua renda da atividade rural, e notas de produtor e declaração de imposto ajudam a comprovar. Em alguns casos, a administradora também pede CAR e CCIR do imóvel.

A carta serve para colheitadeira e implementos?

Serve. Colheitadeira, plantadeira, pulverizador, grade, arado e carreta entram como bens móveis. Dá para juntar trator e implementos numa carta só, desde que as notas somem até o valor do crédito.

Posso dar lance com o dinheiro da safra?

Pode, e é uma estratégia comum entre produtores. Se você sabe quando a receita entra, dá para planejar o lance para a assembleia logo depois da venda da safra. O lance embutido também é uma opção para não tirar tudo do caixa.

Quanto tempo demora para pegar o trator?

Não tem data certa, porque depende do sorteio e dos lances de cada assembleia. Pode sair no primeiro mês ou perto do fim do grupo. Quem quer a máquina antes do plantio costuma planejar um lance.

Quer saber quanto fica a sua parcela?

Simulação grátis, sem compromisso. A gente responde no WhatsApp.

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