
Consórcio como investimento: o que é verdade e o que é exagero
Consórcio como investimento: como funciona a ideia de comprar cotas para vender ou para formar patrimônio, os riscos e por que não é aplicação financeira.
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Publicado em · Atualizado em
Consórcio não é investimento financeiro: é uma forma planejada de comprar um bem pagando taxas, sem juros. Ele pode ajudar a formar patrimônio, como um imóvel para alugar, mas não rende como uma aplicação. Quem fala em "lucro certo com cota" está exagerando ou tentando enganar.
Por que consórcio não é aplicação
Numa aplicação, o seu dinheiro rende juros. No consórcio, você paga taxa de administração e fundo de reserva. A carta é corrigida pelo reajuste para acompanhar o preço do bem, não para gerar lucro. O dinheiro das parcelas fica no fundo do grupo, e não com você.
As três formas de "investir" com consórcio
- Formar patrimônio: comprar um imóvel para alugar ou um veículo de trabalho. O ganho vem do aluguel ou da renda do bem, não do consórcio.
- Vender a cota contemplada: algumas pessoas compram cotas para vender depois de contempladas. Tem risco: o preço depende da procura e a venda segue regras. Veja vender cota de consórcio.
- Disciplina de poupança: a parcela obriga a guardar todo mês para um objetivo.
Exemplo: imóvel para alugar
Carta de imóvel de R$ 200 mil em 200 meses, 22% de taxas (exemplo): R$ 200.000 x 1,22 ÷ 200 = R$ 1.220 por mês. Se você for contemplado e comprar um imóvel que renda aluguel, o aluguel ajuda a pagar a parcela. Mas o aluguel não é certo, e a parcela tem reajuste.
Exemplo ilustrativo, sem seguro e sem reajuste. Não há promessa de contemplação, aluguel ou valorização.
Os riscos
- Você não sabe quando vai ser contemplado.
- A cota pode valer menos que o total pago na hora de vender.
- Sair do grupo tem perdas: veja a desistência do consórcio.
- O imóvel ou veículo pode não render o esperado.
Consórcio ou guardar e aplicar?
Se você tem disciplina e consegue esperar, guardar e aplicar costuma sair mais barato, porque não tem taxa e ainda rende. O consórcio faz sentido quando você quer a chance de comprar antes de juntar tudo ou quando precisa do compromisso mensal. Veja consórcio vale a pena?
Como fazer com os pés no chão
- Defina o objetivo: qual bem e para quê.
- Escolha uma parcela que caiba sem depender da renda futura do bem.
- Compare o custo total entre grupos.
- Não acredite em promessa de lucro ou de data de contemplação.
Resumo rápido
- Consórcio não rende juros: é um jeito planejado de comprar.
- Ele pode ajudar a formar patrimônio, como um imóvel para alugar.
- Vender cota contemplada tem risco e não tem lucro certo.
- Quem tem disciplina e pode esperar costuma gastar menos guardando e aplicando.
Veja também o consórcio de imóveis, o guia de imposto de renda e o guia do consórcio. Para testar valores, use o simulador.
Consórcio como investimento vale a pena?
Como investimento financeiro, em geral não, porque o consórcio não rende juros: a carta só é corrigida por um índice. Ele vale a pena como forma de formar patrimônio, comprando um bem sem juros. Para fazer o dinheiro render, compare com aplicações.
O que é consórcio como investimento?
É usar o consórcio para formar patrimônio, como comprar imóvel para alugar, ou para vender a cota contemplada com ganho. Não é um produto de investimento: é uma compra planejada. O resultado depende do mercado.
Consórcio vale a pena para investir?
Pode valer se o objetivo é comprar um bem que gera renda, como imóvel para alugar ou veículo de trabalho. Se o objetivo é só fazer dinheiro render, aplicações costumam ser melhores. Avalie o custo total.
Consórcio rende como investimento?
Não. Ele não rende juros como uma aplicação. A carta só é corrigida uma vez por ano por um índice, para acompanhar o preço do bem, e não gera ganho sobre o que você pagou.
Dá para ganhar dinheiro vendendo cota contemplada?
Algumas pessoas fazem isso, mas há risco: o preço depende da procura e nada assegura lucro. Pode haver imposto sobre o ganho. Faça a conta antes.
Consórcio é bom para comprar imóvel para alugar?
Pode ser, como forma de formar patrimônio, desde que a parcela caiba sem depender do aluguel. Por exemplo, uma carta de R$ 300 mil em 180 meses, com 22% de taxas, dá uma parcela de cerca de R$ 2.033. Compare com o aluguel que o imóvel geraria.
Consórcio é melhor que poupança?
São coisas diferentes: a poupança rende juros e o dinheiro fica disponível, enquanto o consórcio é uma compra sem juros com data incerta. Se você vai comprar um bem, o consórcio pode ser mais barato que juntar e financiar. Para guardar dinheiro, a poupança ou outras aplicações são mais indicadas.
Consórcio pode servir como reserva de emergência?
Não. O dinheiro não fica disponível quando você precisa e a desistência só devolve no sorteio entre excluídos ou no fim do grupo. Para emergência, use uma aplicação com liquidez.
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